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Página Teste 6: Mais de 200 municípios serão diretamente impactados pela construção do Centro de Excelência do Semiárido

Mais de 200 municípios serão diretamente impactados pela construção do Centro de Excelência do Semiárido

Ao longo de cinco anos, R$ 20 milhões serão investidos em pesquisas relacionadas aos impactos climáticos e socioeconômicos no Norte de Minas

Projeção da fachada do Laboratório de Modelagem Computacional e Sistemas (LaMCos), que fará parte do Centro

O Governo de Minas, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), vai beneficiar mais de 200 municípios localizados no semiárido, com a criação do Centro de Excelência do Semiárido (Sertão). Ao todo, serão investidos mais R$ 20 milhões na implementação desse projeto inovador, voltado para o desenvolvimento de soluções tecnológicas e científicas para a região.

O Centro vai usar a Inteligência Artificial (IA) e a e Internet das Coisas (IoT) para potencializar o desenvolvimento de pesquisas voltadas para o combate aos impactos das mudanças climáticas e as desigualdades sociais do Norte de Minas. A ideia é desenvolver conhecimento, serviços, tecnologias e recursos humanos que gerem impactos ambiental, econômico e social na região do semiárido nas áreas de Bioeconomia, Agroeconomia e Biodiversidade.

Para o presidente da Fapemig, Carlos Arruda, esse é um projeto fundamental para impulsionar o desenvolvimento econômico e social da região. “O objetivo é que tenhamos uma capacidade diferenciada de geração de informações com o potencial de aplicação e o desenvolvimento de produtos, processos e startups”, afirmou.

Segundo a pró-reitora de pesquisa da Universidade, Maria das Dores Magalhães Veloso, a ideia do Centro surgiu a partir de uma feliz provocação da Fapemig. “Fomos estimulados a pensar nas áreas de excelência que já temos na Universidade, nas pesquisas de ponta já desenvolvidas e naquelas que ainda estão em desenvolvimento”, disse.

Para dimensionar o impacto que o Centro de Excelência do Semiárido trará para Minas Gerais, é importante compreender a complexidade desse território, que também é conhecido como o sertão mineiro. Dos 853 municípios de Minas, 209 estão localizados na região de semiárido.

Além de mudar as características do Cerrado, da Caatinga e da Mata Atlântica – biomas presentes na região do semiárido mineiro – as alterações do clima também estão ameaçando as veredas, importante formação vegetal localizada nas proximidades das nascentes e que funcionam como vias de drenagem, contribuindo para a perenidade e regularidade dos cursos d’água. Elas são caracterizadas pela presença de palmeiras, principalmente do Buriti, e pelos solos hidromórficos que, em condições naturais, se encharcam de água que são liberadas ao longo do tempo.

Parcerias

O Sertão também vai impulsionar pesquisas relacionadas ao fruto de outra palmeira regional, a macaúba. Só que dessa vez, a parceria é com uma empresa privada, a Acelen Renováveis. A organização faz parte do fundo Mubadala Capital, dos Emirados Árabes Unidos, e vai usar tecnologia desenvolvida pela Unimontes para a germinação de sementes da macaúba, no Centro de Inovação e Tecnologia Agroindustrial que o grupo vai instalar no município.

A empresa vai investir R$ 125 milhões no projeto em Montes Claros, que vai produzir dois tipos de biocombustíveis a partir do óleo do coco de macaúba: o biodiesel renovável, conhecido como diesel verde (HVO) e que pode ser usado em automóveis de pequeno porte, e o Combustível Sustentável da Aviação (SAF), indicado para a indústria aeronáutica.

A ideia é que, até 2030, o Sertão seja reconhecido como o principal centro de excelência em semiárido no Brasil. Para isso, nos próximos cinco anos, ele buscará fomentar a criação de  empresas, a realização de workshops regional, nacional e internacional sobre o semiárido, além da consolidação de parcerias estratégicas e se posicionando como a principal referência em semiárido em âmbito nacional.

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